MANIFESTO #6 – Mirar em algo menor que o Infinito perpetua o nosso vazio. – Caminhos Vida Integral
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MANIFESTO #6 – Mirar em algo menor que o Infinito perpetua o nosso vazio.

Mirar em algo menor que o Infinito perpetua o nosso vazio.

Em busca do Eu Maior:

É contradição inerente ao fenômeno humano que embora existamos carentes, inconsistentes e limitados, persista em nós, reprimido por vezes, por vezes quase invisível, um fluxo de contínuo descontentamento. Queremos ser mais, podemos ser mais, devemos ser mais…

Contudo, porque esse eu maior é ainda, para a nossa consciência, um ilustre desconhecido, uma semente com cara de talvez, pouco ou nada fazemos para ocupar o vazio deixado pela grandeza que poderia ter sido mas não foi. Na melhor das hipóteses, aceitamos, inertes, que o mundo molde a nossa pequenez, como nos versos de Álvaro de Campos: “Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”.

Nesse espaço que sobra, em razão de tanto reducionismo, quem se instala com bagagem e alguma folga é dona angústia. É ela quem se infiltra no subterrâneo das horas. Vemo-la às vezes; sua cabecinha aponta quando cessa por alguns segundos o ir e vir das nossas ocupações e distrações existenciais, naqueles raros momentos de silêncio e vazio, dos quais fugimos aterrorizados. Melhor fazer de conta que dona angústia não mora aqui, que não está com as pernas esticadas na poltrona da sala. Melhor não tratar do assunto agora. Melhor mergulhar novamente na roda da subsistência que gira frenética do berço ao túmulo e simplesmente viver.

Mas, e se fôssemos informados, e depois convencidos, de que há um sentido maior na vida humana, de que o Universo tem um propósito e uma arquitetura implícita desde as suas origens e que nós somos convidados a participar livremente desse processo evolutivo, e que o modo como vivemos as experiências cotidianas pode servir a esse propósito maior, transcendente?!

A Caminhos parte da proposição de que o aprofundamento da consciência, a intensificação do amor e o aumento da vitalidade são os propósitos mais gerais da jornada da existência – o significado universal por trás de cada significado particular. Todos os fatos cotidianos podem ser valorizados pela atualização de nossos múltiplos potenciais. O norte do desenvolvimento do potencial humano é o Infinito. Mirar em algo menor somente perpetua o nosso estado de descontentamento e o vazio. O infinito, em nós, quer florescer, ainda que esse seja um movimento improvável, como se fosse um rio que desejasse subir uma montanha.

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