28 fev 2018

Essência e Existência

Uma das mais emblemáticas rupturas que o Existencialismo filosófico trouxe para o pensamento pós-moderno, jogando a última pá de cal sobre a moribunda metafísica tradicional, foi a simples, mas relevante afirmação, de que a existência precede a essência. Primeiro, o homem se percebe existente, depois buscará conhecer sua essência.

Os pensadores da Visão Integral, todavia, aos quais me alinho, não podem validar essa posição existencialista (embora reconheçam seu valor) sem descaracterizar a contribuição mais importante do movimento, que é a simultaneidade. Hoje podemos deixar para trás a era do “ou” para adentrarmos gloriosamente a era do “e”.

Uma pessoa integral é aquela que aprendeu a transformar o momento presente no encontro pleno de essência e existência. Ser integral é olhar para “dentro” e para “fora” ao mesmo tempo, realizando valores por meio de um determinado tipo de tensão entre o que é condição existencial e o que é transcendência em nós. Exige-se para isso uma nova “musculatura” da consciência, que os Filósofos da era do “ou” não possuíam ainda.

Para o pensador integral, a meditação é um pré-requisito, porque tira a mente da prisão espaço-temporal, tornando inócua a ideia de precedência.

LLuciano Meira
Cofundador da Caminhos Vida Integral e Diretor de Metodologia do IPOG

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